Categoria: Artigos
Data: 10/12/2025
Sinopse da série
Todos os dias, conferimos nossa aparência antes de sair de casa e
o espelho é o 
instrumento que reflete nossa imagem. Porém, é
fato que o espelho não reflete a 
imagem de quem realmente
somos. O 
escritor Leonardo Boff diz: "Como há um universo 
exterior, feito de ordens-desordens-novas ordens, de devastações
medonhas e 
de emergências promissoras, assim também há um
mundo interior, 
habitado por anjos e demônios. Eles revelam
tendências que 
podem levar à loucura e à morte." Ou seja, 
"existe um mundoescondido em cada um de nós.
A questão é: e se houvesse um espelho que refletisse a imagem
interior? A carta 
de Paulo à igreja de Corinto é esse espelho!

Contextualização do livro
Corinto era uma cidade cheia de diversidade promíscua e religiosa.
Em Corinto, a 
luxúria era o meio de adoração no templo da deusa
Afrodite; a força e a beleza eram 
motivo de honra nos Jogos
Ístmicos, dedicados ao deus Poseidon; o conhecimento era 
exaltado nos debates filosóficos promovidos em praça pública.
Prazeres sem limites, 
beleza e força, e intelectualidade — essas
são algumas das marcas da cidade de Corinto.
Existe alguma semelhança com o nosso mundo? O reverendo
Hernandes Dias 
Lopes vai dizer que: “Estudar essa carta é fazer
um diagnóstico da igreja contemporânea, 
é ver suas vísceras e
entranhas. É colocar um grande espelho diante de nós mesmos.”
Não tenha medo ou vergonha do que o texto irá expor de nossa
realidade, pois é 
refletindo o caos que nossa imagem será
aperfeiçoada. Vamos juntos em 1 Coríntios 14, 
em “Uma conversa
sobre ordem ”.

1- Refletindo a ordem- v.1-17
(v.1-17) Paulo tem um pressuposto: o caminho do amor. Dentro
desse caminho, 
parece que a igreja de Corinto se perdeu, pois,
em meio às reuniões de culto a Deus, 
eles estão buscando mais
o dom de línguas em vez da profecia e com isso, inúmeras 
situações são geradas que refletem em desordem na reunião da
igreja em vez de amor.
Hoje, nós também causamos desordem em meio ao culto a Deus:
a) Não edificando os outros (v.3). Se a nossa preocupação na
igreja está associada 
aos gostos, às tradições e às opiniões, em
vez de encorajar e consolar os não crentes e os 
novos na fé; se
desencorajamos e trazemos sofrimento às pessoas à nossa volta
fora, na 
igreja ou em casa, repense: algo está fora de ordem do
nosso culto a Deus.
b) Vivendo um evangelho estrangeiro (v.11). Se buscamos o dom
de línguas e o 
conhecimento das palavras em grego e hebraico,
mas os descrentes não entendem o 
evangelho que estamos
comunicando, e os familiares ou amigos nos acham de "outro 
mundo", me desculpe, mas algo está fora de ordem do nosso culto
a Deus.
c) Sendo guiado pelo sentimento (v.15). Se o culto é bom quando
você sente 
arrepio, se o êxtase é a prova da presença de Deus, se
você se fascina por coisas 
sobrenaturais, mas não há
transformação genuína, com certeza, algo está fora de ordem.
Quando o caminho do amor é abandonado, a adoração a Deus é
desordenada.

2- Corrigindo a ordem - v.18-25
(v.18-20) Paulo está exortando a igreja quanto a buscar dons
para si próprio, que 
não edificam os outros, que são
incompreensíveis no entendimento, e que são guiados 
por
sentimentos: isso é pensar como criança (v.20). Mas isso não
é de hoje... 
No início de tudo, Deus criou o ser humano a à sua imagem e
semelhança, e todos 
se relacionavam com Deus. Mas o ser
humano tenta usurpar o lugar de Deus, buscando o 
que acha
ser melhor para si, e assim, a desordem tomou conta de nós.
Deus, na pessoa de Jesus, nos amou incondicionalmente,
assumindo nossa 
desordem, pagou na cruz pelos nossos
pecados. Ao terceiro dia, Ele ressuscitou, 
deixando sua vida
de amor como caminho para ordenar todas as coisas.
(v.21-25) Essa profecia de Isaías 28.11 (v.21) se cumpre em
Atos 2.1-13. Deus 
derramou, através de seu Espírito, o dom de
idiomas em seus discípulos. Dos que 
ouviram, alguns se
surpreenderam, outros zombaram, pois estavam endurecidos.
Paulo 
está dizendo que os idiomas tem o seu lugar, mas o que
realmente salva o pecador é o 
reconhecimento de pecado e o
arrependimento. Esse é o maior milagre do Espírito.
O que nossa adoração a Deus tem gerado: um coração
desordenado ou 
arrependido? Que em Jesus, nosso culto a
Deus, público ou individual, reflita 
reconhecimento e
arrependimento. Esse é o testemunho da presença de Deus
em nós.

3- Aperfeiçoando a ordem - v.26-40
(v.26-35) Por várias questões, o culto dos coríntios era diferente
do de hoje, mas a 
preocupação de Paulo é que na adoração se
encontre discernimento, instrução e 
encorajamento. Ele completa:
Deus é um Deus de ordem e paz, o contrário de algumas 
mulheres que opinavam e questionavam no meio do culto,
causando divisão e desordem.
Precisamos colocar em ordem nossa adoração, quer seja no culto
público ou no 
individual, pois tudo deve ser feito para instruir e
encorajar. Há cultos públicos que 
atropelam a adoração, com
gritaria e ênfase no êxtase, pouco se discerne sobre a 
palavra.
Há outros que atropelam o discernimento (salvo exceções) com
atraso, as 
distrações dos smartphones, o "senta e levanta”, as
conversas paralelas. Muitos, no seu 
culto diário, atropelam a
edificação na palavra em suas relações, se enrolam na mentira e
no orgulho, dando mau testemunho. Nossos cultos e reuniões,
nossa vida diária, eles 
precisam estar ordenados para que o
discernimento da palavra instrua e encoraje.
Esse texto não é sobre mulher não poder pregar, dar aula ou algo
do tipo, mas é 
sobre mulheres que não respeitam a adoração e
causam intrigas, expondo opiniões e 
questionamentos,
desordenando o momento de adoração e edificação na vida dos 
outros. Pensando bem, não é só para mulheres, é para todos:
vivam em ordem e em paz.
(v.36-40) Paulo encerra dizendo que já vieram outros antes de
Corinto, assim, eles 
não devem negligenciar o que Deus está
fazendo nos outros, por isso faça com ordem. 
Outros vieram
antes de nós, assim, não negligencie o que Deus está fazendo 
nos outros. Aperfeiçoe a ordem das coisas em meio à adoração,
esse é o caminho do amor.

Minha oração é Deus, nos perdoe pela desordem que causamos
por não 
edificarmos e vivermos um evangelho estrangeiro,
buscando por nós mesmos. Que na 
vida de Jesus vivamos o
evangelho do reconhecimento de pecados e arrependimento. E
que o Seu Espírito nos guie para que nossa adoração esteja
cercada de ordem.

Autor: Pastor Kariston   |   Visualizações: 59 pessoas
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