Categoria: Informativos
Data: 13/10/2026
A gente nunca falou tanto sobre se reinventar.
E, curiosamente, nunca olhou tanto para trás.
Filmes são refeitos. Modas retornam. Músicas antigas reaparecem. O passado parece exercer sobre nós um fascínio cada vez maior.
Svetlana Boym, que estudou profundamente a nostalgia, escreveu: “Nostalgia é a saudade de um lar que já não existe ou que talvez nunca tenha existido.” Talvez esse seja um dos perigos do passado: nossa memória é capaz de transformá-lo em um lugar melhor do que ele realmente foi. O problema não está em lembrar. O problema é quando a saudade transforma o passado em destino.
E talvez façamos isso também com a própria vida.
Queremos novos começos, mas voltamos aos mesmos lugares. Mudamos algumas coisas, criamos novas versões de nós mesmos, mas continuamos carregando velhos padrões, velhos medos e velhas prisões.
Foi exatamente esse perigo que Paulo enxergou entre os gálatas. Pessoas que haviam experimentado a liberdade de Cristo estavam começando a voltar para aquilo que haviam deixado para trás.
O Evangelho aponta para outra direção. Não é voltar à vida que passou. Não é produzir uma versão melhor da vida que temos. É receber, em Cristo, uma nova vida. “O que importa é ser uma nova criação” (Gl 6:15).
A NOVA VIDA
Uma nova série em Gálatas.